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Com maioria ameaçada, Trump intensifica ofensiva eleitoral para salvar controle do Congresso nos EUA

Published 5 days, 7 hours ago
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A menos de três semanas das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, o Partido Republicano enfrenta disputas cada vez mais competitivas, inclusive em estados tradicionalmente conservadores. Para tentar preservar o controle da Câmara dos Representantes e do Senado, o presidente Donald Trump e o vice-presidente JD Vance intensificaram a participação em campanhas eleitorais, enquanto o partido amplia os investimentos em publicidade e mobilização de eleitores.

Patrícia Vasconcellos, de Washington, especial para a RFI

O cenário preocupa os republicanos porque parte dos recursos está sendo direcionada a estados onde Trump venceu com ampla vantagem nas eleições presidenciais de 2024, como Texas, Ohio, Iowa e Alasca. O Cook Political Report acompanha 37 distritos competitivos para a Câmara dos Representantes. Uma pesquisa realizada em setembro nesses distritos mostrou os democratas com 49% das intenções de voto, contra 47% dos republicanos.

A economia ocupa um lugar central na campanha. Inflação, custo de vida, preços dos combustíveis e os efeitos da guerra com o Irã estão entre as preocupações dos eleitores. Os democratas tentam associar essas dificuldades às decisões do governo Trump, enquanto os republicanos destacam suas propostas econômicas, a política migratória e a segurança.

Texas: reduto republicano que exige atenção de Trump

O Texas se tornou um dos exemplos mais significativos das dificuldades enfrentadas pelo Partido Republicano. Trump venceu o estado por quase 14 pontos percentuais em 2024, mas agora precisa participar diretamente da campanha para tentar garantir a vitória de seus aliados.

Na semana passada, o presidente esteve em San Antonio, em sua terceira visita ao Texas em menos de um mês. A principal disputa é por uma cadeira no Senado. O procurador-geral do estado, Ken Paxton, apoiado por Trump nas primárias republicanas, enfrenta o democrata James Talarico.

Paxton derrotou o senador John Cornyn, que ocupava a cadeira havia mais de duas décadas. Sua candidatura, no entanto, provocou divisões entre republicanos, principalmente pelas controvérsias envolvendo sua trajetória política.

Além da disputa pelo Senado, Trump pressionou os republicanos do Texas a redesenhar os distritos eleitorais para tentar ampliar a representação do partido na Câmara. Mesmo com a mudança, algumas dessas disputas continuam competitivas. O Texas não elege um democrata para o Senado americano desde 1988. Uma eventual vitória de Talarico representaria uma mudança histórica no cenário político do estado.

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Ohio, Iowa e Alasca também concentram investimentos

A preocupação republicana se estende a outros estados conservadores. Em Ohio, a eleição especial para o Senado entre o republicano Jon Husted e o democrata Sherrod Brown se tornou uma das disputas mais caras do país.

Segundo dados da empresa AddImpact, os gastos com publicidade eleitoral chegaram a aproximadamente US$ 111 milhões em Ohio, US$ 96 milhões no Texas, US$ 48 milhões em Michigan, US$ 44 milhões na Carolina do Norte e US$ 43 milhões em Iowa.

No Iowa, tradicionalmente republicano, o aumento dos custos de produção agrícola, os preços dos combustív

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