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Brasil no segundo turno: ‘haja estômago para mais quatro semanas de campanha'
Published 1 week, 5 days ago
Description
Conversamos com a cientista política Deborah Barros, da Universidade de New South Wales, em Sydney, que falou conosco sobre o pêndulo entre o movimento conservador e a esquerda no Brasil.
Para a cientista política Deborah Barros, da Universidade de New South Wales, em Sydney, o avanço da direita tem um componente conservador, sobretudo entre evangélicos e pentecostais, mas reflete mais a insatisfação com o governo atual. Muita gente vota contra quem está no poder, como já aconteceu com Lula na eleição anterior.
"Nenhum dos lados pode dizer 'já ganhou', obviamente que o do Lula vai ter que batalhar mais porque está atrás, mas o do lado do Flávio Bolsonaro, eles não podem dizer que está ganho. Não é como se fosse uma diferença de 49% para 40%, onde teria que ter um esforço hercúleo aí pro Lula estar ganhando. Dessa vez é uma margem pequena e que vai ser uma disputa acirrada. Mas uma coisa é certa: fortes emoções ainda virão por aí. Que os nossos estômagos aguentem essas próximas quatro semanas de campanha."
Para a cientista política Deborah Barros, da Universidade de New South Wales, em Sydney, o avanço da direita tem um componente conservador, sobretudo entre evangélicos e pentecostais, mas reflete mais a insatisfação com o governo atual. Muita gente vota contra quem está no poder, como já aconteceu com Lula na eleição anterior.
"Nenhum dos lados pode dizer 'já ganhou', obviamente que o do Lula vai ter que batalhar mais porque está atrás, mas o do lado do Flávio Bolsonaro, eles não podem dizer que está ganho. Não é como se fosse uma diferença de 49% para 40%, onde teria que ter um esforço hercúleo aí pro Lula estar ganhando. Dessa vez é uma margem pequena e que vai ser uma disputa acirrada. Mas uma coisa é certa: fortes emoções ainda virão por aí. Que os nossos estômagos aguentem essas próximas quatro semanas de campanha."