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Na Alemanha, passeata e fiscalização eleitoral mobilizam apoiadores de Lula e Flávio

Published 2 weeks, 4 days ago
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Eleitores brasileiros na Alemanha se preparam para votar neste domingo (4) organizando passeatas e fiscalização das seções no dia da eleição. O país é o segundo maior colégio eleitoral na Europa e aumentou em quase cinco vezes o número de eleitores desde 2010, mas costuma enfrentar uma grande taxa de abstenção.

Gabriel Brust, correspondente da RFI em Düsseldorf, Alemanha

São mais de 41 mil brasileiros aptos a votar, um aumento de 15% em relação a 2022 e quase 400% em relação à 2010. A Alemanha fica atrás apenas de Estados Unidos, Portugal, Japão e Canadá como maior colégio eleitoral brasieiro no exterior. Esses 41 mil eleitores ainda são um número relativamente baixo se comparado à estimativa de brasileiros vivendo na Alemanha, que é de cerca de 170 mil pessoas. E o número total de eleitores brasileiros no exterior este ano está quase chegando a 1 milhão: são 918 mil, pouco mais de meio por cento do eleitorado total.

A maior mobilização de grupos políticos é, claro, dos dois que lideram as pesquisas de intenção de voto, Lula e Flávio Bolsonaro. Um grupo chamado Liga Conservadora Brasil-Alemanha, que conta com mais de 100 mil seguidores nas redes sociais, está convocando militantes para serem fiscais de eleição deste ano.

A líder do grupo, a empresária Samia Sittel-Faraj, fez uma campanha de mobilização de militantes do PL na Alemanha para se inscreverem como fiscais, que são voluntários que acompanham a votação, desde a abertura das urnas até a emissão do Boletim de Urna. A Liga Conservadora Brasil-Alemanha organiza eventos regulares e, no dia 7 de setembro, levou algumas dezenas de pessoas às ruas de Munique para uma celebração da Independência.

Polarização menor fora do país

Pelo outro lado, um grupo chamado Comitê Popular de Luta de Frankfurt e o núcleo do PT na Alemanha estão planejando uma passeata na véspera da eleição, no sábado (3), em Frankfurt, em apoio ao presidente Lula. “O brasileiro que vive aqui acaba vendo o Brasil a partir de outros olhares, de pessoa que não está mais vivendo no país, e acaba tendo outros tipos de informações e conversando com pessoas que tem outro ponto de vista”, afirma o cientista político Edmar Leão, que integra o Comitê Popular de Luta de Frankfurt. “Eu tenho muitos amigos aqui que não votam no Lula, mas a gente conversa de uma forma super tranquila, até porque, dentro da comunidade brasileira, tem também essa questão da fraternidade”.

O recente estremecimento das relações entre o Brasil e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está despertando o interesse dos alemães na eleição brasileira, de acordo com Leão: “Vem sendo reportado aqui nos meios de comunicação da Alemanha essa possível interferência de Trump na eleição no Brasil, colocando em dúvida a credibilidade das urnas, indicando um candidato favorito e colocando taxas nas exportações brasileiras nos Estados Unidos.”

A RFI Brasil também tentou contato com a Liga Conservadora Brasil-Alemanha, mas não obteve retorno até o fechamento da matéria.

Perfil do eleitor

O eleitor brasileiro por aqui é principalmente feminino, escolarizado e tem votado na esquerda. As mulheres são 65% dos eleitores brasileiros na Alemanha. Por aqui o eleitorado brasileiro também é mais escolarizado do que a média: 51% têm curso superior, contra apenas 38% da média dos eleitores brasileiros em outros países. Depois de 2014, quando Aécio Neves venceu, a vitória foi sempre do PT. Em 2022, a vitória petista foi esmagadora, com 76% dos votos indo para Lula.

Os locais de votação são as cidades de Berlim, Munique, Frankfurt, Colônia e Hamburgo, uma variedade grande se comparada a outros países na Europa. Munique costuma ser o ma

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