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Trump e China defendem avanço da IA enquanto CEOs americanos discutem limites e segurança

Published 1 month ago
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A discussão sobre o crescimento, ou os limites, do desenvolvimento da inteligência artificial (IA) ganha, a cada dia, novas camadas. Os debates colocam em primeiro plano os CEOs das empresas que estão construindo os sistemas mais poderosos do mundo, alguns dos quais já defendem frear o ritmo dessa corrida. No contraponto, Donald Trump diz que o medo da IA é uma farsa. O governo chinês também tem interesse em impedir que essa discussão seja usada para criar barreiras que prejudiquem sua corrida tecnológica.

Cleide Klock, correspondente da RFI em Los Angeles

Diante das preocupações com a segurança da IA e apelos para um maior controle desta tecnologia, três grandes empresas do setor – OpenAI, Anthropic e Google DeepMind – anunciaram na terça-feira (15) que trabalham na criação de um órgão de autorregulação. No entanto, a iniciativa esbarra na visão de dois dos maiores governos do mundo: Estados Unidos e China.

Na última segunda-feira (14), durante o All-In Summit, em Los Angeles, Trump proporcionou uma cena inusitada mesmo não estando presente fisicamente no evento. O CEO da Nvidia, Jensen Huang, estava no palco justamente discutindo o futuro da inteligência artificial quando recebeu uma ligação – que disseram que foi inesperada – do presidente americano.

Huang colocou o republicano em viva-voz, diante de centenas de pessoas, e o presidente chamou de "hoax" – uma farsa – os temores de que os “robôs vão assumir o controle” no mundo e defendeu que os Estados Unidos continuem acelerando o desenvolvimento da IA. Trump chegou a dizer que quem estiver à frente da corrida da inteligência artificial vai vencer uma disputa estratégica global e chamou os data centers de “o petróleo dos próximos 20 ou 25 anos”.

Para Trump, a IA não é apenas uma questão tecnológica: é a moeda de poder econômico e geopolítico. É bom lembrar que quem recebeu a ligação e colocou o telefone no microfone nessa ligação "inesperada" foi o diretor-geral da Nvidia, atualmente a empresa de capital aberto mais valiosa do mundo, com valor de mercado acima de US$ 5 trilhões. Em quatro anos, a Nvidia, que fabrica chips que são a infraestrutura fundamental que alimenta os grandes modelos de IA generativa, multiplicou mais de dez vezes seu valor de mercado, impulsionada pela corrida da inteligência artificial e talvez seja a empresa mais diretamente beneficiada por essa explosão do setor. Quanto mais rápido as empresas de IA avançam, maior é a demanda por chips e data centers.

Desacelerar ou não, eis a questão

Esse episódio aconteceu no momento em que nomes como Sam Altman, CEO da OpenAI, e Dario Amodei, CEO da Anthropic, pediem mais cautela e regras de segurança no desenvolvimento da IA. É, praticamente, uma demonstração pública de que Trump está escolhendo um lado na guerra que começou dentro do próprio Vale do Silício e que questiona: acelerar a IA ou desacelerar a corrida o suficiente para a segurança acompanhar. Foi esse o contexto do artigo publicado por Dario Amodei no último final de semana, no qual o argumento central é que a IA está avançando tão rapidamente que os mecanismos de segurança podem não conseguir acompanhar. E o interessante é que ele é o CEO de uma das principais empresas de IA do mundo, a criadora do Claude.

Sam Altman, da OpenAI, escreveu que concorda que é preciso desacelerar o avanço da fronteira da IA e disse que sua companhia também adotaria a ideia de avaliadores independentes. Elon Musk, dono da empresa de inteligência artificial xAI, responsável pelo Grok, também apoiou o alerta. Em uma publicação no X, respondeu ao texto de Amodei com apenas três palavras: "Dario está certo".

Alertas

Na semana passada, Jacob Coxon, p

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