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Caso Marita Verón. _casoscriminais _crimes _truecrime

Caso Marita Verón. _casoscriminais _crimes _truecrime

Published 1 month, 1 week ago
Description
Em 3 de abril de 2002, Marita Verón, de 23 anos, mãe de uma bebê de três anos, saiu de casa em San Miguel de Tucumán, na Argentina, para uma consulta médica [citation:1][citation:4]. Ela nunca mais voltou [citation:2][citation:3]. A luta de sua mãe, Susana Trimarco, para descobrir o que aconteceu com a filha, expôs não apenas a terrível teia do tráfico de pessoas, mas também uma rede de corrupção estatal que a protegia [citation:5][citation:7].
Marita foi sequestrada por uma rede de tráfico para exploração sexual [citation:2][citation:3]. Segundo investigações, seu destino inicial foi ser usada em uma "festa do sexo", de onde conseguiu escapar, mas foi recapturada [citation:3]. Posteriormente, teria sido levada para La Rioja, onde foi mantida em "whiskerías", casas de prostituição disfarçadas [citation:2][citation:3]. A própria Susana, ao buscar sua filha, infiltrou-se no submundo do tráfico fingindo ser cafetina, resgatando mais de 150 mulheres e reunindo provas que levariam 13 pessoas a julgamento [citation:2][citation:8].
Em dezembro de 2012, os 13 acusados foram absolvidos por "falta de provas", uma decisão que gerou indignação nacional e levou a presidente Cristina Kirchner a acusar a Justiça de estar "divorciada da sociedade" [citation:4][citation:11]. No entanto, em 2013, a Suprema Corte de Tucumán anulou a absolvição e, em abril de 2014, condenou dez dos acusados a penas que variam de 10 a 22 anos de prisão [citation:6][citation:10]. Apesar da condenação, Marita Verón continua desaparecida, e sua busca segue como um símbolo da luta contra a impunidade e a escravidão sexual na América do Sul [citation:1][citation:2].
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