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Mundial de 2026 bate recordes e tem final mais assistida da história

Published 1 day, 11 hours ago
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Entre recordes de público e audiência, expansão do torneio, protagonismo político de Donald Trump e restrições migratórias, o Mundial de 2026 deixa um legado que vai muito além dos gramados. 

Luciana Rosa, correspondente da RFI em Nova York

A maior e mais assistida Copa do Mundo da história chegou ao fim neste domingo (19), coroando a Espanha como campeã após a vitória sobre a Argentina no MetLife Stadium, em Nova Jersey. A decisão também entrou para a história por contar, pela primeira vez em um Mundial, com um show musical no intervalo, em um formato inspirado no Super Bowl.

A Copa de 2026 já havia começado marcada por novidades. Foi a primeira edição disputada em três países – Canadá, Estados Unidos e México – e também a primeira com a participação de 48 seleções, 16 a mais do que no formato utilizado entre 1998 e 2022.

Ao longo de mais de um mês de competição, o torneio bateu recordes de público, audiência e engajamento digital. Mas também foi marcado por polêmicas políticas, dificuldades migratórias e questionamentos sobre a crescente proximidade entre a Fifa e o governo do presidente americano, Donald Trump.

Calcula-se que a final entre Espanha e Argentina tenha sido acompanhada por cerca de 1,8 bilhão de pessoas em todo o mundo, somando as transmissões pela televisão e pelas plataformas de streaming. Caso a projeção seja confirmada, esta terá sido a final mais assistida da história das Copas, superando o alcance de aproximadamente 1,5 bilhão de espectadores registrado na decisão do Catar, em 2022.

Dentro do MetLife Stadium, os 80.663 lugares foram ocupados. A arena recebeu quase 484 mil torcedores ao longo de seis partidas e terminou o torneio com o maior público acumulado entre todas as sedes.

A Copa de 2026 também estabeleceu um novo recorde de público presencial. Mais de 6,5 milhões de torcedores passaram pelos estádios dos três países, tornando esta a edição mais assistida presencialmente da história. A taxa média de ocupação das arenas foi de 99,7%.

Nas plataformas digitais, a Fifa também registrou números inéditos. Mais de 20 bilhões de visualizações de vídeos foram contabilizadas nas redes sociais da entidade durante a competição.

A mobilização foi além dos estádios. As Fifa Fan Festivals espalhadas pelas cidades-sede receberam mais de 7,7 milhões de visitas, mostrando que o torneio conseguiu atrair não apenas turistas estrangeiros, mas também moradores dos Estados Unidos e do Canadá, países onde o futebol não ocupa tradicionalmente o mesmo espaço que em outras partes do mundo.

Impacto econômico

Em Nova York, bares e restaurantes registraram forte aumento no movimento durante os jogos, com casas lotadas para acompanhar as partidas. O impacto econômico, no entanto, não foi uniforme.

O setor hoteleiro teve um desempenho bem abaixo das expectativas. A projeção inicial era de que a Copa gerasse cerca de US$ 300 milhões em receitas adicionais para os hotéis da cidade. A estimativa mais recente indica que esse aumento deve ficar em torno de US$ 150 milhões, metade do previsto.

Entre todas as sedes, o Estádio Cidade do México teve a maior média de público por partida. Foram aproximadamente 80,8 mil torcedores por jogo, com um total de mais de 404 mil espectadores em cinco confrontos.

O sucesso comercial e de público fortaleceu a avaliação positiva da Fifa sobre o novo formato da competição. A edição de 2026 foi a primeira com 48 seleções e 104 partidas, mas a entidade já discute uma expansão ainda maior.

A Fifa analisa a possibilidade de elevar o número de participantes para 64 seleções a partir de 2030. A mudança aumentaria o total de partidas para 128 e permitiria que quase um terço das 211 federações filiadas à entidade disp

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