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G7: Macron celebra ‘gol' para a Ucrânia, mas Lula sai insatisfeito com resultado da cúpula

Published 1 month ago
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A cúpula do G7 encerrou-se nesta quarta-feira com a presidência francesa comemorando o resultado dos três dias de encontros de 15 chefes de Estado em Évian, que culminaram com a volta do apoio de Donald Trump à Ucrânia na guerra contra a Rússia. Mas, para o Brasil e outros países emergentes convidados a participar do evento, o encontro ficou marcado pelas profundas diferenças de visão sobre as crises internacionais.

Lúcia Müzell, enviada especial da RFI a Évian

À imprensa, o presidente francês, Emmanuel Macron, defendeu a escolha de acomodar os nove documentos  preparados durante o encontro ao gosto do líder americano.“Nós nos comprometemos a aumentar as pressões sobre a Rússia, inclusive com o reforço das nossas sanções. A volta dessa mobilização é extremamente importante”, frisou, em uma das diversas vezes em que citou os resultados em favor da Ucrânia.

Um deles, argumentou, foi o bom entendimento entre Trump e o presidente ucraniano, Volodymir Zelensky, convidado a participar. O líder americano evocou a volta de sanções dos Estados Unidos ao petróleo russo, uma vitória para os europeus.

Cobrado pelas concessões feitas a Trump em troca de apoio, que incluíram um jantar exclusivo no Palácio de Versalhes, Macron alegou que o monumento é um instrumento diplomático que representa o poder da França, e fez uma alusão à Copa do Mundo. “No fundo, eu sou como os bleus: jogando em casa ou no exterior, meu objetivo é marcar gols. Voilà.”

Para o Brasil, ar de déjà vu

Já do lado dos países emergentes, a cúpula teve um ar de déjà vu. "Está ficando um samba de uma nota só: quando os convidados chegam na reunião, os países do G7 já aprovaram os seus documentos”, lamentou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao fazer um balanço bem menos otimista sobre a cúpula do que o anfitrião do evento. Esta foi a décima vez que ele participou da reunião do grupo de países industrializados.

Dos oito textos sobre os diferentes temas abordados em conjunto com as cinco nações convidadas este ano – Brasil, Índia, Quênia, Egito e Coreia do Sul –, o Brasil assinou apenas três, sobre a proteção de menores no ambiente digital, o combate ao tráfico de drogas e ao câncer. A Índia, parceira do Brasil no Brics, também recusou a maioria dos documentos. Apenas duas das declarações foram apoiadas por todos os países não-membros do G7.

Vazio ocupado pela China

Lula foi particularmente crítico ao tom adotado sobre a China nas discussões sobre os desequilíbrios macroeconômicos globais e acesso a minerais críticos. “Faz muitos anos que o Brasil faz licitação internacional e os Estados Unidos não participam. A União Europeia não participa. Quem participa? A China”, evocou.

"A China ocupou um espaço que estava vazio. Nós queremos, enquanto Brasil, enquanto América Latina e terceiro mundo, sobretudo os países africanos, é que quanto mais países estiverem interessados em fazer investimento nos nossos países, em comprar os nossos produtos e estarem dispostos a contribuírem, participando da exploração e da industrialização e do enriquecimento da área de mineração, desde que seja dentro do nosso país, sejam bem-vindos”, afirmou.

Para o presidente brasileiro, o crescimento econômico mundial, que leve ao desenvolvimento e o aumento do mercado consumidor também nos países do Sul Global, é parte importante da solução para corrigir os desequilíbrios denunciados pelo G7: em que a China produz e exporta muito para o resto do mund

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