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Violência sexual e tortura marcam guerra entre Israel e Hamas, apontam relatórios

Published 1 week, 2 days ago
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O sexo como arma de guerra. A ONU acusa Israel de torturar e violentar sexualmente prisioneiros palestinos detidos no país após os ataques do Hamas em 7 de Outubro de 2023. Já uma comissão civil de investigação israelense acusa o Hamas de ter praticado crimes e torturas sexuais durante os ataques contra as comunidades do sul de Israel. 

Henry Galsky, correspondente da RFI em Israel

Alice Jill Edwards, Relatora Especial da ONU sobre tortura, divulgou um relatório em que responsabiliza as autoridades israelenses por 52 episódios de tortura ou maus-tratos contra prisioneiros palestinos. Ela também relatou outros 33 casos de tortura sexual e maus-tratos de cunho sexual, com pessoas tendo relatado múltiplas formas de abuso. 

A investigação orientou Israel a “rever e reformular suas leis, políticas e práticas de detenção” a partir de uma comunicação que “reúne um conjunto substancial de alegações de tortura, violência sexual e outros abusos graves” nas prisões israelenses. 

“Na minha opinião, o número e a crueldade das alegações compiladas demonstram um grave desrespeito por parte de Israel ao seu dever de tratar todos os detidos com humanidade e sem discriminação, o que encorajou, tolerou e acatou a tortura e os maus-tratos, por vezes com apoio em níveis ministeriais e funcionais”, declarou a especialista por meio de comunicado emitido pela ONU. 

As alegações de tortura sexual incluem um caso de estupro anal e vaginal repetido e dois casos de estupro com objeto. Onze detentos do sexo masculino relataram espancamentos, agarrões, choques elétricos e ataques de cães aos seus órgãos genitais. 

Procurado pela RFI, o governo de Israel respondeu que “após as atrocidades de 7 de Outubro, há uma campanha maliciosa para absolver o Hamas do uso sistemático e premeditado de violência sexual, promovendo uma narrativa inversa na qual Israel é o autor de tais crimes. Israel repudia categoricamente essa campanha e tais acusações”. 

Sobre as acusações, Israel afirma que “qualquer denúncia apresentada às autoridades competentes será investigada com a máxima seriedade”. 

O início das investigações

O ponto de partida para a investigação e para a coleta dos relatos dos prisioneiros foi o registro, segundo a relatora da ONU, de pelo menos 94 mortes sob custódia israelense desde outubro de 2023. 

Exames nos corpos em vários dos casos mostraram múltiplas fraturas de costelas, hemorragias na pele e em órgãos internos, além de lacerações em órgãos abdominais internos. 

Essas denúncias da relatora da ONU são resultado de uma investigação realizada após os ataques do Hamas a Israel, em 7 de Outubro de 2023, que marcam o início do atual ciclo de violência que ainda prossegue. 

Ampla investigação sobre crimes sexuais cometidos pelo Hamas

Um amplo relatório pela Comissão Civil que investiga os ataques de 7 de Outubro de 2023 realizados pelo Hamas mostra que os extremistas palestinos não “apenas” assassinaram mulheres israelenses, mas as profanaram de forma “deliberada e sistemática”.

O relatório intitulado “Silenciados Nunca Mais” reúne evidências apontando que as mulheres foram brutalizadas como "instrumento deliberado de terror, humilhação e controle". Homens também foram abusados sexualmente e, em pelo menos um caso registrado, estuprados coletivamente.

Ao longo de mais de dois anos, mais de 430 testemunhas, sobreviventes, especialistas e profissionais da saúde prestaram depoimento à Comissão Civil, uma ONG israelense independente de direitos das mulheres criada após os ataques de 7 de Outubro de 2023, em resposta ao que a organização chama de “omissão das instituições internacionais em lidar com a violência sexual cometida naquele dia”. 

Foram examinados testemunhos, imagens de ge

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