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Proximidade de Flávio Bolsonaro com dono do Master pode enterrar sua candidatura à presidência, diz especialista

Published 2 weeks ago
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Senador do PL é alvo de críticas tanto da direita quanto da esquerda após vir à tona pedido de dinheiro a Daniel Vorcaro. Para analista ouvido pela RFI, ainda que eleitorado bolsonarista abrace narrativa do parlamentar, crescem as dificuldades dele se viabilizar num segundo turno.

Raquel Miura, correspondente da RFI em Brasília

As conversas entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro provocam um enorme estrago na pretensão do senador do PL de se tornar presidente da República e atiçam a disputa no campo da direita. Pesquisas mostram que entre os pré-candidatos desse campo mais conservador, o filho primogênito de Jair Bolsonaro era até aqui o nome mais forte numa competição com o petista Luiz Inácio Lula da Silva.

O senador, que em meio ao escândalo do Banco Master afirmava que não conhecia Vorcaro, tentando vender a tese de ligação da instituição com a esquerda, teve de refazer o discurso diante da publicização de conversas, em áudio e texto, entre ele e o banqueiro, a quem pediu ajuda financeira para a produção do filme “Dark Horse” em homenagem ao pai. 

Muitas perguntas ainda precisam ser esclarecidas, como o destino final dos recursos repassados ao senador e o nível de envolvimento da família com o banqueiro, que arregimentava blindagem e influência política. Mas já é possível apontar que a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro ao Planalto sofreu um grande abalo.

“Cria insegurança dentro do seu entorno, não se sabe se pode vir mais alguma coisa. Espanta eleitores moderados ou independentes, que seriam importantes numa eleição que hoje está, pelas pesquisas, empatada. Cria contradições para aliados que querem, em vários momentos, pedir o impeachment de ministro do STF por envolvimento com o Banco Master. E vai espantar aliados e apoiadores financeiros”, afirmou à RFI o analista político Leonardo Barreto.

Só dentro da bolha

A justificativa de Flávio Bolsonaro, de que não fez nada de errado, apenas pediu dinheiro privado para financiar um filme, já ecoa nos grupos bolsonaristas, que tendem a defendê-lo, assim como fazem com o ex-presidente que está em prisão domiciliar por tentativa de golpe de Estado.                                                         

“Vamos separar os bandidos dos inocentes. Toda essa história que está sendo veiculada agora, nada mais é do que um filho procurando investidores privados para fazer um filme privado sobre a história do seu próprio pai. Zero de dinheiro público, zero de lei Rouanet”, disse Flávio Bolsonaro.

A questão é que só com apoio dos mais fanáticos não se ganha eleição; é preciso avançar e conquistar eleitores mais neutros.

“Acho que a gente teve um fato muito relevante que, no primeiro momento, pode ser minimizado porque o Flávio vai manter uma boa posição em função da base dele, que é fidelizada, que é ideológica, que é pouco suscetível a esse tipo de coisa. Mas a chave para explicar o efeito negativo é a redução do teto de voto dele”, avalia Barreto.

“Se isso afastar eleitores moderados, não bolsonaristas, o teto de voto dele vai baixar e aí ele corre o risco de se tornar um candidato com a perspectiva de inviabilidade num futuro segundo turno”, completa o cientista político.

Deputados condenam relação com Vorcaro  

O assunto dominou as redes sociais, bem como as tribunas do Parlamento, e as críticas ao senador do PL vieram de vários lados.

“Não é corriqueira e não é uma questão normal a relação de Flávio Bolsonaro com o banqueiro criminoso e mafioso Daniel Vorcaro, que não era só um banqueiro, era uma pessoa que, apontam as investigações, tem relação muito próxima com a milícia e com o jogo do bicho. Nada novo no histórico de Flávio Bolsonaro. E se fosse apenas um f

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