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Justiça solta três empresários investigados por desvios em organizações sociais em Goiás

Justiça solta três empresários investigados por desvios em organizações sociais em Goiás

Published 1 month, 2 weeks ago
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A Justiça concedeu habeas corpus para três empresários presos durante a Operação Rio Vermelho, da Polícia Federal. A investigação apura crimes cometidos por organizações sociais que atuaram em Goiás.Foram beneficiados pela decisão Hilton Rinaldo Salles Piccelli, Roberto Leandro de Carvalho Garcia e Rudson Teodoro da Silva. As prisões foram convertidas em medidas cautelares. Eles devem comparecer mensalmente à Justiça e estão proibidos de deixar a comarca sem autorização. Os investigados também não podem manter contato entre si nem atuar na administração de empresas ligadas ao caso.

Em nota, o advogado Roberto Serra, responsável pela defesa dos suspeitos disse que recebeu a decisão com serenidade e confiança. Informou ainda que a expectativa é de que, ao final, a inocência seja integralmente reconhecida pelo Poder Judiciário.

A defesa de Otávio Guimarães Favoreto não foi localizada. Por isso, não foi possível questionar sobre a soltura dele.O desembargador Wilson Alves de Souza entendeu que não existem fatos recentes que justifiquem a prisão preventiva. Segundo o magistrado, os crimes teriam ocorrido entre 2020 e 2021, o que afasta o risco de continuidade das irregularidades.InvestigaçãoOs empresários são alvos de duas operações da Polícia Federal: Makot Mitzrayim e Rio Vermelho. A primeira apura o desvio de recursos públicos por meio da subcontratação de serviços por duas organizações sociais em Goiás. Foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão em Goiás, Tocantins e Maranhão.

A Operação Rio Vermelho investiga irregularidades na gestão de verbas destinadas ao combate à pandemia de Covid-19 em um hospital de campanha. De acordo com a Polícia Federal, a estrutura das organizações sociais Agir e IBGH teria sido usada para gerar lucros indevidos com dinheiro público.RespostasA assessoria de defesa dos suspeitos informou que recebeu a decisão com serenidade e confia que a inocência dos empresários será reconhecida. A defesa de Otávio Guimarães Favoreto não foi encontrada.

A Secretaria Estadual de Saúde informou que criou controles rigorosos para evitar desvios. A pasta destacou que, desde 2023, conta com uma subsecretaria de compliance e o apoio de um delegado da Polícia Civil para fiscalizar o uso do dinheiro público.
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