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02/12/2024 - Perspectiva semanal: mercado agro
Published 1 year, 10 months ago
Description
Olá! Hoje é segunda-feira, dia 02 de Dezembro de 2024, sou Sacha Tesck, Assessor da Diretoria de Agronegócios e Agricultura Familiar e trago a vocês as expectativas da equipe de inteligência competitiva do Banco do Brasil, para o movimento de preços no curto prazo, para as commodities soja, milho, café e boi gordo. Iniciando com a soja, espera-se que
- Na CBOT, os impactos da administração do presidente eleito nos EUA com a possível escalada da guerra comercial com a China, principal compradora de soja do mundo, e a retirada de incentivo à produção de biodiesel, são fatores de atenção dos traders.
- Segue forte no radar dos principais analistas, a tendência de confirmação de uma produção sul-americana recorde, que direciona para um cenário negativo nas cotações da CBOT.
- O Ministério da Agricultura da Argentina estimou o plantio de 17,9 milhões de hectares de soja no país na temporada 2024/25. A semeadura já atingiu quase 50% da área projetada e há previsão de bons volumes de chuvas nas regiões produtoras.
- No Brasil, os mapas climáticos para os próximos 10 dias, apontam para chuvas relevantes sobre os estados de SP, MS, PR, SC, RS e parte dos estados de MG e MT. Vale destacar que, em algumas áreas do PR, MT e MS, já estão há mais de 15 dias sem precipitação.
- No mercado interno, a baixa disponibilidade do grão, o dólar em alta refletindo o cenário fiscal do Governo e prêmios valorizados, vão dando sustentação para as cotações no curto prazo, entretanto, as estimativas de safra volumosa na América do Sul exercerão pressão de baixa nos médio e longo prazos.
- A regularidade das chuvas e o clima mais favorável nos Estados de Minas Gerais e Espírito Santo vêm ajudando no desenvolvimento da florada, mas ainda mantém as incertezas em relação à safra 2024/25. As altas temperaturas ocorridas no período de pré-floração podem ter impactado negativamente o potencial produtivo da safra no Brasil, especialmente no caso do café arábica.
- Baixos estoques e resistência dos cafeicultores brasileiros em vender seu produto vêm auxiliando na manutenção da alta dos preços.
- Desvalorização do Real frente ao Dólar permanece influenciando as cotações do mercado físico no Brasil, com alta nesses preços.
- Oferta reduzida globalmente deve manter a pressão sobre os preços, tornando o produto mais valioso no mercado.
- Forte chuvas no Vietnã estão atrasando a colheita e inundando os cafezais.
- Espera-se que, no curto prazo, o preço firme do boi, uma vez que a escala de abate da Indústria permanece reduzida na maior parte do país.
- As exportações de carne bovina seguem em ritmo forte de embarque ao longo do mês de novembro. O dólar fortalecido e a dema