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02/09/2024 - Perspectiva semanal: mercado agro

02/09/2024 - Perspectiva semanal: mercado agro

Published 2 years, 1 month ago
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Olá! Hoje é segunda-feira, 02 de setembro de 2024, sou Fabíola Lira, estou Assessora de Agronegócios e trago a vocês as expectativas da equipe de inteligência competitiva do Agronegócio do Banco do Brasil, para o movimento de preços no curto prazo, para as commodities soja, milho, café e boi gordo.
   Iniciando com a soja, espera-se que   O clima sobre as lavouras nos EUA permaneça no radar no início de sua colheita, não se espera grandes surpresas, a previsão é de recorde e isso pesará na posição dos grandes investidores. Novas vendas de soja americana e a menor aversão do risco financeiro darão as condições para possíveis recuperações técnicas no curto prazo, entretanto, os fundamentos seguem baixistas no longo prazo. No fundamento clima, os mapas atualizados pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA (NOAA), para os próximos 07 dias, seguem com previsão de chuvas escassas, localizadas e de baixo volume, ainda com dias quentes, com temperaturas acima da média nos estados localizados ao norte do meio oeste americano. Atenção à alteração do comportamento da demanda, fator da sazonalidade com a transição da demanda internacional pela safra américa, previsto para início de sua colheita, que faz a CBOT ter volatilidade, sendo a soja americana mais competitiva nesse período.  No Brasil, o câmbio, prêmios e demanda interna darão suporte aos preços que deverão se manter com viés de estabilidade no curto prazo e com baixa para o médio prazo.
   No tocante ao milho,   De acordo com a NOAA, a previsão climática para os próximos dias nos Estados Unidos aponta para temperaturas dentro da normalidade na maior parte do cinturão agrícola no país. São previstas chuvas entre 15 e 55 milímetros, que seria favorável para as lavouras de milho que estão na fase de enchimento de grãos. O relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura Americano (USDA), indicou que 65% das lavouras estão em condições classificadas como boas a excelentes, recuo de dois pontos percentuais em relação à semana anterior. Foi estimado que 11% das lavouras encontram-se em maturação e a colheita deve se iniciar em setembro. No Brasil, o plantio da 1ª safra começou pontualmente no Paraná. De acordo com o Departamento de Economia Rural (DERAL), cerca de 1% da área foi cultivada. O órgão estima redução na área de plantio no estado em torno de 10% em relação à safra anterior. Os preços podem seguir em estabilidade, alcançando apoio na comercialização lenta, com vendedores buscando melhores preços.
   Para o café, destaca-se que,   Diante das incertezas climáticas, os preços devem continuar apresentando alta volatilidade. A baixa oferta pelos países produtores de robusta, mantém a perspectiva de bons preços e a cotação do dólar sustenta os preços no café do Brasil. A colheita se encerrando em várias regiões produtoras, com queda na produção esperada com relação ao início da safra. O clima nos próximos dias deve continuar desafiador, com previsão de permanência da seca e possibilidade de novas geadas. Vale o destaque que produtores mantém a estratégia de comercialização da atual safra, com vendas parciais para cumprir com as despesas imediatas e obrigações.
  Quanto ao Boi Gordo, é importante frisar que:   O mercado atacadista de carne bovina prevê melhora no escoamento na primeira semana do mês de set/24. Paralelo a isso, o frigorífico tende a pagar melhor pela arroba adquirida do produtor rural, durante esse período de entressafra do boi de capim. Apesar da baixa disponibilidade de pastagem nas principais regiões produtoras, a oferta de bezerro e boi de pasto devem seguir restritas, com negócios pontuais e leilões mais frios. O pecuarista com reserva de forragem, seja ela por silagem ou vedação de pasto, pode aproveitar para fazer sua reposição antes do começo da estação chuvosa e garantir uma relação de troca favorável entre o boi e o bezerro. Analistas apostam nos fator
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