Episode Details
Back to Episodes
15/07/2024 - Perspectiva semanal: mercado agro
Published 2 years, 2 months ago
Description
Olá! Hoje é segunda-feira, 15 de julho de 2024, sou Fabíola Lira, estou Assessor(a) de Agronegócios e trago a vocês as expectativas da equipe de inteligência competitiva do Agronegócio do Banco do Brasil, para o movimento de preços no curto prazo, para as commodities soja, milho, café e boi gordo.
Iniciando com a soja, espera-se que O mercado do clima permaneça em foco para a próxima semana, juntamente com os desdobramentos dos dados do relatório do USDA, com expectativa de estabilidade dos dados divulgados, ante ao relatório anterior, com a manutenção da safra BRA 23/24 em 153,0 milhões de toneladas e 421,85 milhões de toneladas para a produção mundial 24/25, dados dentro do esperado pelos analistas de mercado. As eleições dos EUA e a política de estímulo às exportações na Argentina podem influenciar o mercado da soja. O clima nos Estados Unidos seguirá com previsões favoráveis ao desenvolvimento das lavouras nas principais regiões produtoras, com destaque para os estados de Ohio, Indiana, Illinois e Iowa, localizados na faixa central do meio oeste americano. A melhoria das condições climáticas americanas, novas políticas de exportação Argentinas para escoamento da produção e os fatores políticos das eleições dos EUA, irão movimentar o mercado de soja na próxima semana. O mercado interno deverá sustentar a estabilidade as cotações no curto prazo e no médio e longo prazo, permanecendo os fundamentos baixistas.
No tocante ao milho, Para os próximos meses é esperado uma redução de chuvas em grande parte do país a exceção do oeste da região Norte e leste da região Sul. O clima na seco no Brasil Central também deve ajudar a finalização do milho 1ª safra e o andamento da colheita do milho safrinha aumentando a oferta do cereal. A produção de milho deve ser 12,2% menor em relação com a safra anterior, segundo os dados da CONAB. Reflexo da diminuição de produtividade e área plantada. A companhia prevê ainda um aumento do consumo interno e diminuição das exportações o que pode pressionar positivamente a cotação interna do cereal. O relatório do USDA apontou para aumento da produção global do milho com uma produção americana que compensa as perdas globais. Aumento também para os números de exportação e importação global do cereal. Ainda de acordo com o relatório cerca de 68% das lavouras americanas apresentam condições boas ou excelentes. Espera um mercado mais positivo com perspectiva de aumento de exportação do milho americano e ucraniano para os principais destinos: México, Turquia e Indonésia.
Para o café, destaca-se que, O monitoramento do clima no Vietnã continuará no radar do mercado, pois o país é o maior player do robusta. Os produtores devem continuar avançando nos negócios de café em função das recentes altas nos preços. O clima seco nas áreas de café, favorecem a colheita dos grãos. No Brasil, os olhos também estão atentos para o tamanho da peneira, já que muitos produtores vêm indicando números abaixo da média. A baixa oferta pelos países produtores de Robusta, mantém a perspectiva de bons preços e a cotação do dólar sustentam os preços no café do Brasil. Diante dessas incertezas de clima, mercado e da produção de café, principalmente no Brasil, e com fundamentos nos estoques externos mais reduzidos e consumo aquecido, consideramos perspectiva de manutenção da volatilidade nos preços.
Quanto ao Boi Gordo, é importante frisar que: A China principal compradora de carne bovina brasileira está pagando pela tonelada valores bem próximos aos negociados em 2017. Oferta de animais restritas para abate e com as escalas de abates dos frigoríficos sofrendo pequenas reduções, a tendência é de melhora nos preços no curto prazo. Intensidade de ofertas de animais para abate reduzida no curto prazo e menor participação de fêmeas no número total de animais abatidos. O preço dos animais de reposição continua nos mesmos patamares aos praticados no ano, mo
Iniciando com a soja, espera-se que O mercado do clima permaneça em foco para a próxima semana, juntamente com os desdobramentos dos dados do relatório do USDA, com expectativa de estabilidade dos dados divulgados, ante ao relatório anterior, com a manutenção da safra BRA 23/24 em 153,0 milhões de toneladas e 421,85 milhões de toneladas para a produção mundial 24/25, dados dentro do esperado pelos analistas de mercado. As eleições dos EUA e a política de estímulo às exportações na Argentina podem influenciar o mercado da soja. O clima nos Estados Unidos seguirá com previsões favoráveis ao desenvolvimento das lavouras nas principais regiões produtoras, com destaque para os estados de Ohio, Indiana, Illinois e Iowa, localizados na faixa central do meio oeste americano. A melhoria das condições climáticas americanas, novas políticas de exportação Argentinas para escoamento da produção e os fatores políticos das eleições dos EUA, irão movimentar o mercado de soja na próxima semana. O mercado interno deverá sustentar a estabilidade as cotações no curto prazo e no médio e longo prazo, permanecendo os fundamentos baixistas.
No tocante ao milho, Para os próximos meses é esperado uma redução de chuvas em grande parte do país a exceção do oeste da região Norte e leste da região Sul. O clima na seco no Brasil Central também deve ajudar a finalização do milho 1ª safra e o andamento da colheita do milho safrinha aumentando a oferta do cereal. A produção de milho deve ser 12,2% menor em relação com a safra anterior, segundo os dados da CONAB. Reflexo da diminuição de produtividade e área plantada. A companhia prevê ainda um aumento do consumo interno e diminuição das exportações o que pode pressionar positivamente a cotação interna do cereal. O relatório do USDA apontou para aumento da produção global do milho com uma produção americana que compensa as perdas globais. Aumento também para os números de exportação e importação global do cereal. Ainda de acordo com o relatório cerca de 68% das lavouras americanas apresentam condições boas ou excelentes. Espera um mercado mais positivo com perspectiva de aumento de exportação do milho americano e ucraniano para os principais destinos: México, Turquia e Indonésia.
Para o café, destaca-se que, O monitoramento do clima no Vietnã continuará no radar do mercado, pois o país é o maior player do robusta. Os produtores devem continuar avançando nos negócios de café em função das recentes altas nos preços. O clima seco nas áreas de café, favorecem a colheita dos grãos. No Brasil, os olhos também estão atentos para o tamanho da peneira, já que muitos produtores vêm indicando números abaixo da média. A baixa oferta pelos países produtores de Robusta, mantém a perspectiva de bons preços e a cotação do dólar sustentam os preços no café do Brasil. Diante dessas incertezas de clima, mercado e da produção de café, principalmente no Brasil, e com fundamentos nos estoques externos mais reduzidos e consumo aquecido, consideramos perspectiva de manutenção da volatilidade nos preços.
Quanto ao Boi Gordo, é importante frisar que: A China principal compradora de carne bovina brasileira está pagando pela tonelada valores bem próximos aos negociados em 2017. Oferta de animais restritas para abate e com as escalas de abates dos frigoríficos sofrendo pequenas reduções, a tendência é de melhora nos preços no curto prazo. Intensidade de ofertas de animais para abate reduzida no curto prazo e menor participação de fêmeas no número total de animais abatidos. O preço dos animais de reposição continua nos mesmos patamares aos praticados no ano, mo