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#753 Meditações de Marcus Aurélius - Livro VIII - Parte 8/10
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Meditações de Marcus Aurélius - Livro VIII - Parte 8/10
Neste trecho, Marcus Aurélius fala sobre a importância de viver o presente, sem se preocupar com a fama ou a opinião dos outros, que são mortais e imperfeitos como nós. Ele também diz que devemos aceitar o nosso destino, seja ele qual for, e manter a nossa alma serena e satisfeita com a nossa natureza. Afirma que nada pode nos acontecer que não seja natural e suportável, e que o que nos perturba é o nosso próprio julgamento sobre as coisas. Aconselha o leitor a agir de acordo com o seu bem, sem se afligir com os obstáculos, e a deixar a vida se for necessário, sem rancor. Ele finaliza dizendo que a nossa alma se torna invencível quando não faz o que não quer, e que isso é fruto de uma reflexão racional e segura.
Leia o trecho abaixo
"44. Dê a si mesmo este momento presente. Quem prefere galgar à fama futura não leva em conta que os homens de então hão de ser tais quais os de agora, que você mal suporta; aliás, eles também serão mortais.
Em suma, o que lhe importa se eles darão eco a estas ou aquelas ladainhas ou terão esta ou aquela opinião ao seu respeito?
45. [Ó destino], toma-me e atira-me onde bem quiser. Seja onde for, manterei sereno o meu daemon; isto é, satisfeito consigo mesmo, agindo de acordo com a sua natureza.
Por acaso [tal mudança de ares] será motivo para que minha alma se perturbe? Para que se mostre inferior ao que é, presa de desejos e angústias, consternada na própria infelicidade? Haverá, aliás, algum infortúnio que possa justificar tais perturbações [da alma]?
46. Nada pod