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#750 Meditações de Marcus Aurélius - Livro VIII - Parte 4/10
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Meditações de Marcus Aurélius - Livro VIII - Parte 4/10
Neste trecho de Meditações, Marco Aurélio reflete sobre a transitoriedade de tudo o que existe, a finalidade de cada ser, a insignificância do corpo e das coisas materiais, a importância de se concentrar no presente e de agir com virtude e benevolência, e a inevitabilidade da morte e da mudança.
Leia o trecho abaixo:
18. Aquilo que morre não cai para fora do universo. E, se fica aqui, aqui também se transforma e se decompõe em seus próprios elementos; estes que formam o mundo, incluindo você. Os elementos se transmutam, mas não resmungam.
19. O cavalo, o vinhedo, cada ser nasceu para um fim. O que há para se admirar nisto? O sol também, dirá que nasceu para algum fim, bem como os demais deuses. Mas e você, para que fim terá nascido? Para o prazer? Veja, portanto, se essa ideia resiste ao bom senso.
20. A natureza governa tanto o nascer e o florescer quanto o desvanecimento e o fim. É como quem arremessa uma bola: que bem há para a bola em subir ao céu, e que mal há em cair ao solo? E que bem há para a bolha d’água em se formar, e que mal há em estourar? O mesmo se poderia dizer da chama de uma vela.
21. Observe bem o seu corpo, examine bem o que ele é de fato: o que se torna com a velhice, a doença e a devassidão. Então, reflita: a vida é curta tanto para quem exalta quanto para quem é exaltado, tanto para quem lembra quanto para quem é lembrado. Como se isso já não bastasse, tudo se passa num canto deste mundo em que nem todos estão de acordo, alguns sequer concordam consigo mesmo. Assim, tod