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#748 Meditações de Marcus Aurélius - Livro VIII - Parte 1/10
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Meditações de Marcus Aurélius - Livro VIII - Parte 1/10
O livro oito começa com Marcos Aurélio se questionando sobre a glória e o desejo de ser reconhecido como filósofo. Ele diz que muitos vão se lembrar, inclusive ele mesmo, do tempo em que ele andou afastado da filosofia, e que isso deixou uma marca tão profunda que ele não pode se auto intitular filósofo. Ele diz que o seu próprio estado atual mostra que ele ainda tem muito a aprender e a melhorar.
Ele diz que devemos esquecer a fama e nos contentar em viver conforme a natureza, o que quer que ela dure. Ele diz que devemos procurar entender o que ela quer e não nos afligir com nada mais. Ele diz que nós já sabemos, pela experiência de tantos e tantos erros, que a felicidade não se encontra no silogismo, nem na riqueza, nem na glória, nem no gozo dos prazeres, e nem em parte alguma. Ele diz que a felicidade está em realizar o que a natureza do homem reclama. E como fazer isso? Adquirindo os princípios que regem os impulsos e as ações. Que princípios? Os do bem e do mal.
Ele diz que nada é bom para o homem se não o torna justo, sábio, viril, livre, e nada é mau se não acarreta os vícios opostos a tais virtudes. Ele diz que a cada ação devemos perguntar a nós mesmos que efeitos terá para nós, se não nos trará arrependimento, se está de acordo com a natureza de um ser inteligente, social, que vive sob a lei divina. Ele diz que isso é o que ele mais pode desejar.
Ele termina essa parte relembrando que ele está escrevendo para si mesmo, em um diário pessoal, que ele não esperava que fosse publicado.