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27/11/2023 - Perspectiva semanal: mercado agro

27/11/2023 - Perspectiva semanal: mercado agro

Published 2 years, 10 months ago
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Olá! Hoje é segunda-feira, 27 de novembro de 2023, meu nome é Marcelo Matsumura, sou assessor de agronegócios e trago a vocês as expectativas da equipe de inteligência competitiva do Agronegócio do Banco do Brasil para o movimento de preços no curto prazo para as commodities soja, milho, café e boi gordo.

Iniciando com a soja, espera-se que o mercado siga refletindo as preocupações com o clima na América do Sul, em especial, o impacto do atraso do plantio e replantio, em alguns estados no Brasil. O clima continuará sendo o principal fundamento no radar dos traders. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), estão previstas chuvas mais volumosas para as regiões Norte e parte do Nordeste (com pancadas de chuva passageiras nas áreas do Matopiba) e para o Centro-Oeste, Sudeste e Sul do país, há previsão de chuvas volumosas acima de 90mm. Chuvas são previstas também para o Paraguai e Argentina, melhorando as condições de campo para o plantio.

No macro cenário geopolítico, seguem as atenções nos conflitos bélicos no Oriente Médio e Leste Europeu, esses podem causar distorções no mercado externo.

Com chuvas chegando, principalmente na região do Centro-Oeste do Brasil, as perspectivas da safra podem melhorar. Outros players produtores na América do Sul ganharão ritmo de plantio da nova safra, é o caso da Argentina, que mantém boas projeções de sua produção. Assim, com fundamentos antagônicos, o mercado interno poderá ter viés de estabilidade no curto prazo e de baixa para o médio prazo.

No tocante ao milho, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) apontou em 20/11 que a colheita no país atingiu 93% da área. O mercado externo passa agora a acompanhar a demanda pelo milho norte-americano. Para a Safra 2023/24, o órgão projeta volume de 53,5 milhões de toneladas do cereal a ser embarcado para outros países. Caso não se tenha novos fundamentos, o movimento na CBOT pode ser de estabilidade, entretanto, o viés de baixa permanece, conforme a colheita chega ao fim e as estimativas apontam para um recorde na produção.

Na Argentina, o plantio chegou a 26,2% da área. Esse levantamento é da Bolsa de Cereais de Buenos Aires, que estima área total destinada ao milho em 7,1 milhões de hectares. Esta projeção foi recentemente reduzida pelo órgão, em 200 mil hectares, justificada por elevadas precipitações no país que fizeram com que o produtor migrasse para a cultura da soja.

No Brasil, o produtor pode aproveitar às especulações quanto ao tamanho da 2ª safra e continuar retraído nas vendas no mercado físico, buscando melhores preços no curto prazo, podendo levar à manutenção dos preços nos patamares atuais.

Para o café, destaca-se que novembro, mês normalmente de índices elevados de precipitação, ainda apresenta índices abaixo do histórico e com irregularidades regionais, no entanto previsões até o final do mês permanecem favoráveis para precipitação e temperatura, o que pode pressionar.

Exportações, segundo o Cecafé, permanecem com bom desempenho apresentando até 22/11 índice 10,7 % superior ao mesmo período do mês anterior, com destaque para o conilon com 51,1% de elevação. Arábica moderadamente superior a 3,6%.

Estes resultados demonstram que o Brasil deve atingir resultado superior a 39 milhões de sacas exportadas, com o expressivo resultado do conilon. Resultado do arábica deve ser inferior ao ano de 2022 apesar da elevação da produção no ano de 14,1 % segundo o USDA. Bom resultado em novembro deve contribuir para amenizar a volatilidade, provocar realizações e pressionar cotações.

Incertezas ainda com o desenvolvimento da safra brasileira 2024 ante floradas distintas. Normalização do clima na semana e nos próximos dias alivia tensões e também favorece realizações.

Conilon aproveitando o bom momento de preços e a competitvidade, produtores de arábica com negócios de menor monta e de olho n
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