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#670 - Seneca Sobre a Brevidade da Vida - A lentidão do tempo perdido Carta XVII
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Aqui, Sêneca explora as reflexões estoicas sobre a natureza efêmera da existência. Ele destaca como nossas alegrias muitas vezes estão enraizadas em causas frágeis e inconstantes, tornando-as temerosas. O texto ressalta que os maiores bens frequentemente estão ligados à ansiedade, e as maiores fortunas são as menos confiáveis. A busca constante por felicidade e a realização de promessas nos mantêm presos em um ciclo de insatisfação, enquanto o tempo continua a passar de maneira implacável. A mensagem principal é que a vida daqueles que buscam com esforço algo que conservam com ainda mais esforço é não apenas efêmera, mas também marcada pela miséria, pois não reconhecem a inexorabilidade do tempo.
Leia abaixo
"Qual o motivo de também suas alegrias serem temerosas? É que não brotam de causas sólidas; pelo contrário, o próprio vazio de onde nascem perturba-as. E como pensas serem aqueles momentos (miseráveis, segundo sua própria confissão), já que os próprios motivos pelos quais são exaltados e se colocam acima dos homens são muito impuros?
Todos os maiores bens estão cheios de ansiedade, e as maiores fortunas são as menos, dignas de crédito; para alimentar a felicidade, faz-se necessária uma outra felicidade, e em pagar a uma promessa realizada, outras promessas devem ser feitas.
Pois tudo o que nos sucede por obra do acaso é instável, e quanto mais alto nos elevamos, tanto mais estamos sujeitos a cair. É claro que o que está condenado a cair não agrada a ninguém.
Portanto é necessariamente a mais miserável e não apenas a mais breve, a vida dos que obtêm