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07/08/2023 - Perspectiva semanal: mercado agro
Published 3 years, 1 month ago
Description
Olá! Hoje é segunda-feira, 07 de agosto, meu nome é Liara Simon, Gerente de Setor na GERAG e trago a vocês as expectativas da equipe de inteligência competitiva do Agronegócio do Banco do Brasil para o movimento de preços no curto prazo para as commodities soja, milho, café e boi gordo.
Iniciamos nosso panorama pela soja. Os mapas atualizados pela Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos EUA (NOAA) indicam, para os próximos sete dias, bons volumes de chuvas e temperaturas mais amenas nos principais estados produtores, em especial no Meio Oeste dos EUA.
O mercado seguirá com atenção dividida entre as condições climáticas mais favoráveis, ao passo que também aguardará a divulgação do boletim mensal de oferta e demanda do USDA em 11/08.
No financeiro, tende a permanecer o sentimento de maior aversão ao risco, limitando possíveis reações de alta em Chicago, haja vista a expectativa de corte da produtividade e consequentemente, da produção da safra dos EUA 2023/24.
Com as cotações em queda, os sojicultores deverão permanecer fora do mercado, mantendo negócios somente para cobrir obrigações financeiras. Face aos fatores expostos, o mercado deverá trabalhar em estabilidade no curto prazo e com baixa para médio prazo.
Em relação ao milho, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos apontou em seu relatório de progresso de safra (31/07) uma piora nas condições das lavouras entre boas a excelentes de dois pontos percentuais, sendo estimadas em 55%. Apesar disso, o mercado não reagiu a esta estimativa, visto que foram observados bons volumes de chuvas no decorrer da semana. A previsão climática para os próximos dias indica temperaturas mais amenas e volumes pluviométricos razoáveis no cinturão de milho do país. Com essa previsão, caso as condições das lavouras melhorem, as cotações no mercado externo poderão seguir o viés de baixa observado na semana anterior.
De acordo com a Conab, a colheita do milho 2ª safra chegou a 54,7% da área total. O órgão estima produção desta safra, que é cultivada após a colheita da soja verão, em 98,04 milhões de toneladas, 14% superior ao volume obtido no ano anterior.
O clima positivo para o avanço na colheita da 2ª safra e a maior disponibilidade interna, além das cotações externas enfraquecidas, podem contribuir para os preços físicos permanecerem pressionados negativamente, com viés de baixa.
Para o café, o clima continuará favorecendo o processo de colheita no Brasil, porém as vendas, ainda em ritmo lento, tendem a limitar a disponibilidade de café da safra nova no curto prazo. No entanto, é sabido que a safra que está sendo colhida será superior à produção no ano passado, que somado à demanda ainda incerta, tendem a limitar altas expressivas no preço do grão. Ainda, a aversão ao risco e medidas econômicas internas vêm fortalecendo o dólar ante o real, que somado à menor disponibilidade e exportações de café em julho/23, ajudam a minimizar os efeitos negativos nas cotações em NY e Londres, com a entrada da safra.
O momento permite aos cafeicultores aproveitar os repiques de alta especialmente quando combinados com dólar mais valorizado, uma vez que que o clima tem sido favorável à safra 2024. Escalonar as vendas é sempre recomendado.
Após uma semana de correção positiva, ajustes técnicos tendem a ocorrer, devolvendo parte dos ganhos. O mercado seguirá observando os estoques internacionais nesse período em que os produtores brasileiros estão mais focados em concluir os trabalhos de colheita do que comercializar. Assim, esperam-se preços físicos estáveis no curto prazo e com pressão negativa no médio prazo.
E finalizando com o Boi Gordo temos: Após as baixas observadas no valor da arroba no atacado nos últimos dias, espera-se que a primeira quinzena do mês, com a entrada de salário na economia e a possibilidade de aumento do consumo de carne em decorrência das fest
Iniciamos nosso panorama pela soja. Os mapas atualizados pela Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos EUA (NOAA) indicam, para os próximos sete dias, bons volumes de chuvas e temperaturas mais amenas nos principais estados produtores, em especial no Meio Oeste dos EUA.
O mercado seguirá com atenção dividida entre as condições climáticas mais favoráveis, ao passo que também aguardará a divulgação do boletim mensal de oferta e demanda do USDA em 11/08.
No financeiro, tende a permanecer o sentimento de maior aversão ao risco, limitando possíveis reações de alta em Chicago, haja vista a expectativa de corte da produtividade e consequentemente, da produção da safra dos EUA 2023/24.
Com as cotações em queda, os sojicultores deverão permanecer fora do mercado, mantendo negócios somente para cobrir obrigações financeiras. Face aos fatores expostos, o mercado deverá trabalhar em estabilidade no curto prazo e com baixa para médio prazo.
Em relação ao milho, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos apontou em seu relatório de progresso de safra (31/07) uma piora nas condições das lavouras entre boas a excelentes de dois pontos percentuais, sendo estimadas em 55%. Apesar disso, o mercado não reagiu a esta estimativa, visto que foram observados bons volumes de chuvas no decorrer da semana. A previsão climática para os próximos dias indica temperaturas mais amenas e volumes pluviométricos razoáveis no cinturão de milho do país. Com essa previsão, caso as condições das lavouras melhorem, as cotações no mercado externo poderão seguir o viés de baixa observado na semana anterior.
De acordo com a Conab, a colheita do milho 2ª safra chegou a 54,7% da área total. O órgão estima produção desta safra, que é cultivada após a colheita da soja verão, em 98,04 milhões de toneladas, 14% superior ao volume obtido no ano anterior.
O clima positivo para o avanço na colheita da 2ª safra e a maior disponibilidade interna, além das cotações externas enfraquecidas, podem contribuir para os preços físicos permanecerem pressionados negativamente, com viés de baixa.
Para o café, o clima continuará favorecendo o processo de colheita no Brasil, porém as vendas, ainda em ritmo lento, tendem a limitar a disponibilidade de café da safra nova no curto prazo. No entanto, é sabido que a safra que está sendo colhida será superior à produção no ano passado, que somado à demanda ainda incerta, tendem a limitar altas expressivas no preço do grão. Ainda, a aversão ao risco e medidas econômicas internas vêm fortalecendo o dólar ante o real, que somado à menor disponibilidade e exportações de café em julho/23, ajudam a minimizar os efeitos negativos nas cotações em NY e Londres, com a entrada da safra.
O momento permite aos cafeicultores aproveitar os repiques de alta especialmente quando combinados com dólar mais valorizado, uma vez que que o clima tem sido favorável à safra 2024. Escalonar as vendas é sempre recomendado.
Após uma semana de correção positiva, ajustes técnicos tendem a ocorrer, devolvendo parte dos ganhos. O mercado seguirá observando os estoques internacionais nesse período em que os produtores brasileiros estão mais focados em concluir os trabalhos de colheita do que comercializar. Assim, esperam-se preços físicos estáveis no curto prazo e com pressão negativa no médio prazo.
E finalizando com o Boi Gordo temos: Após as baixas observadas no valor da arroba no atacado nos últimos dias, espera-se que a primeira quinzena do mês, com a entrada de salário na economia e a possibilidade de aumento do consumo de carne em decorrência das fest