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#527 - A impermanência nos negócios e na vida | Platão | Estoicismo

#527 - A impermanência nos negócios e na vida | Platão | Estoicismo

Season 2 Episode 527 Published 3 years ago
Description

Calma da mente é paz, é abundância em todos os sentidos. Calma da mente é Poder!


"A calma da mente é a mais bela pérola que existe, e o bem mais precioso que  uma pessoa pode ter.  É tão preciosa quanto a sabedoria, mais desejável do que o ouro.”


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#527 - A impermanência nos negócios e na vida | Platão | Estoicismo 


#527


48. Mais uma bela reflexão de Platão: “Por certo, quem discorre sobre a humanidade deve examinar também o que há sobre a terra, como se a contemplasse do alto de uma montanha: rebanhos, exércitos, lavouras, casamentos, divórcios, nascimentos, mortes, falatório dos tribunais, regiões desertas, diversidade de povos bárbaros, festas, lutos, feiras, enfim: toda a harmonia que nasce dos contrários.” 


49. Revendo o passado e as múltiplas transformações do que existe no presente, podemos antecipar a contemplação do futuro, pois este será absolutamente semelhante, incapaz de sair do ritmo dos fatos atuais. Daí, tanto faz estudar a vida humana por quarenta anos como por dez milênios. De fato, o que verá de novo? 


"Palavras do Pregador, filho de Davi, rei em Jerusalém. Vaidade de vaidades, diz o Pregador; vaidade de vaidades, tudo é vaidade. 


Que proveito tem o homem de todo o seu trabalho, com o qual se afadiga debaixo do sol? Uma geração vai, e outra geração vem; mas a terra para sempre permanece. Nasce o sol, e põe-se o sol, e corre de novo ao seu lugar, onde nasce. 


O vento vai para o sul, e faz o seu giro para o norte; continuamente vai girando o vento, e volta fazendo os seus circuitos. Todos os rios vão para o mar, e contudo o mar não se enche; ao lugar para onde os rios vão, para ali tornam eles a correr. 


Todas as coisas são trabalhosas; o homem não o pode exprimir; os olhos não se fartam de ver, nem os ouvidos se enchem de ouvir. O que foi, isso é o que há de ser; e o que se fez, isso se fará; de modo que nada há de novo debaixo do sol. Há alguma coisa de que se possa dizer: Vê, isto é novo? 


Já foi nos séculos passados, que foram antes de nós. Já ninguém se lembra dos primeiros; nem tampouco dos últimos que hão de vir se lembrarão aqueles que hão de vir depois."


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