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#500 - Este foi o exercício de gratidão do imperador | Meditações P1 | Marcus Aurelius | Estoicismo

#500 - Este foi o exercício de gratidão do imperador | Meditações P1 | Marcus Aurelius | Estoicismo

Published 3 years, 1 month ago
Description

Calma da mente é paz, é abundância em todos os sentidos. Calma da mente é Poder!


"A calma da mente é a mais bela pérola que existe, e o bem mais precioso que  uma pessoa pode ter.  É tão preciosa quanto a sabedoria, mais desejável do que o ouro.”


Assista a aula gratuita abaixo ou no link da bio

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#500 - Este foi o exercício de gratidão do imperador | Meditações P1 | Marcus Aurelius | Estoicismo


#001  - Meditações - Marcus Aurelius Livro I


1. De meu avô Verus [1] [eu aprendi] a boa moral e a governança do meu temperamento. 


2. Da reputação e da memória que guardo de meu pai, [aprendi] a modéstia e o caráter viril. 


3. De minha mãe, [aprendi] a piedade, a caridade e a abstinência não somente dos maus atos, como até mesmo dos maus pensamentos; e além disso: a simplicidade em meu modo de vida, bem distante dos hábitos dos ricos. 


5. De meu mentor, aprendi a trabalhar com resiliência, usando minhas próprias mãos, a desejar pouco, e a não me intrometer na vida alheia nem dar ouvido aos difamadores. 


4. De meu bisavô  de ter tido bons professores em casa; e saber que, em tais questões, um homem não deve fazer economia de gastos. 



6. De Diogneto, [aprendi] a não dar importância às futilidades; a tolerar a liberdade de expressão; a ter intimidade com a filosofia 


7. De Rústico, recebi a impressão de que o meu caráter requeria evolução e disciplina, a não me auto intitular um homem que domina suas paixões ou praticar caridade por pura exibição. A escrever com simplicidade, a tratar com respeito mesmo aqueles que me ofenderam com palavras, ou me fizeram algum mal, e estar sempre disposto à reconciliação assim que esta se fizer oportuna. 


Dele também aprendi a ler atentamente, e a não me satisfazer com a compreensão superficial de um livro. E, sobretudo, eu devo a Rústico ter me familiarizado com os discursos de Epicteto, os quais me foram comunicados a partir de sua própria coleção.


8. De Apolônio eu aprendi a cultivar a liberdade de pensamento e a firmeza nas decisões; a não atentar para nada mais, nem sequer por um momento, que não à razão; e a ser sempre o mesmo: nas grandes dores, nas ocasiões em que perdemos um filho, ou nos longos períodos de doença. 


Dele também aprendi a ver claramente, como um exemplo vivo, que o mesmo homem pode ser ao mesmo tempo firme e compassivo, e ensinar sem ser tedioso. Nele tive, diante de meus olhos, um homem que considerava claramente a sua experiência e habilidade de explicar os princípios da filosofia como o menor de seus méritos. E dele também aprendi a aceitar favores estimados dos amigos, sem me humilhar [em agradecimentos exagerados] nem deixar que passem desapercebidos. 


9. De Sexto [6], [aprendi] a disposição benevolente, e tive o exemplo de uma família governada de forma paternal, assim como a ideia de viver conforme a natureza; e a falar com profundidade sem afetação, a olhar com cuidado as necessidades dos amigos, assim como tolerar os ignorantes e aqueles que formam suas opiniões de maneira superficial. 


Ele tinha a capacidade de se adaptar rapidamente a qualquer tipo de ambiente, de modo que conversar com ele era mais agradável do que receber uma lisonja; e, ao mesmo tempo, inspirava em todos ao seu redor respeito e até mesmo veneração. 


Lembro que possuía a distinta habilidade de investigar e ordenar os princípios necessários a uma boa vida de forma metódica e inteligente;

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