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#439 - Caso você precise perdoar alguém ou ser perdoado(a) assista! Estoicismo

#439 - Caso você precise perdoar alguém ou ser perdoado(a) assista! Estoicismo

Published 3 years, 3 months ago
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Seja uma fortaleza interior por você e por aqueles que você mais ama

Chamado Estoico | Sua mente Inabalável

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#439 - Caso você precise perdoar alguém ou ser perdoado(a) assista! Estoicismo

Sobre a ofensa, Marcus Aurelius disse:

[Se alguém lhe ofendeu, leve tais questões em consideração]:

Primeiro: qual é a minha opinião acerca dos homens. Pois que nascemos uns para os outros. E, por outro ponto de vista, eu fui criado para me juntar a eles, como um carneiro ao seu rebanho, ou um touro à manada. Indo mais além: se não são os átomos, é a natureza que governa todas as coisas; e, assim sendo, os inferiores existem em vista dos superiores, e estes, em vista uns dos outros.

Segundo: [observa] como eles se conduzem à mesa, no leito etc.; e, acima de tudo, à quais necessidades ou vaidades as suas opiniões e julgamentos os escravizam.

Terceiro: havendo motivos para agirem como agem, eles não merecem censura. Se eles cometem erros, é evidentemente sem querer, por conta de sua ignorância. Pois, de fato, nenhum homem se priva da verdade ou da justiça por querer. Ao menos todos ficam indignados ao serem tachados de injustos, ingratos, avarentos e, numa palavra, nocivos para com seus concidadãos.

Quarto: sendo humano e semelhante aos demais, você mesmo também comete muitos erros. E, se por ventura se esquiva de alguns deles, nem sempre é por falta de disposição [para o mal], mas por covardia, vaidade ou algum outro vício.

Quinto: nunca se sabe ao certo quando os homens incorrem em erro, pois muitas das suas ações, que nos parecem perversas a primeira vista, são feitas com boas intenções, ou ao menos sem más intenções. É necessário conhecer inúmeros pormenores e circunstâncias antes de poder julgar com alguma segurança a conduta alheia.

Sexto: sempre que a raiva ou a aflição lhe dominarem, lembre-se de que a vida humana é como um instante na eternidade, e muito em breve todos nós estaremos debaixo da terra.

Sétimo: é preciso considerar que não são os atos alheios o que de fato nos aflige, mas antes a nossa opinião ao seu respeito. Assim sendo, aprende a suprimir ou modificar a opinião que formou acerca de tais atos, e logo a sua raiva irá desaparecer. Como fazer isso? Pensando que não pode realmente lhe prejudicar o que fazem os outros. Se alguma coisa pudesse de fato lhe corromper, além do seu próprio vício, invariavelmente você incorreria em muitos maus atos, seria um malfeitor capaz de cometer muitos crimes.

Oitavo: considere o quanto sofremos por conta de nossos próprios momentos de ira e aflição, muito mais do que pelas próprias ações que [inicialmente] nos irritaram ou afligiram.

Nono: quando vem do fundo do coração, quando é sincera e não faz alarde de si mesma, a bondade é invencível!

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